O projeto Maluquinho por Leitura surgiu da preocupação da FBB-Bahia quanto às dificuldades de aprendizado dos estudantes da rede pública de ensino de Itabuna. Os docentes das escolas públicas realizaram uma pesquisa que apontou as dificuldades de leitura, interpretação e produção de textos como os principais motivos do baixo rendimento escolar de crianças, adolescentes e jovens da região. O Núcleo Bandeirante Amélia Tavares Amado, com a intenção de auxiliar os estudantes incentivando o gosto pela leitura através de atividades lúdicas, criou em 2004 este projeto, em parceria com a Escola Estadual Amélia Amado e a Escola Municipal Fernando Cordier. Participaram do projeto no último ano 153 alunos de 09 a 18 anos, além de 27 estudantes com mais de 18 anos.
Muita gente diz que não gosta de ler, e faz essa afirmação porque está acostumada à leitura como uma atividade passiva, repetitiva, baseada em mera decodificação das palavras. No entanto, os livros permitem ao leitor, através das palavras, ler o mundo, compreendê-lo e transformá-lo. Esta é a intenção do Maluquinho por Leitura: permitir às crianças, adolescentes, jovens e adultos conhecer o mundo através dos livros.
Os professores encaminham aos coordenadores do projeto, que também são profissionais de educação, os nomes de alunos que apresentam dificuldades de leitura e produção textual. Os estudantes são convidados a participar de atividades variadas, como leituras de contos, crônicas, histórias em quadrinhos, textos poéticos. São realizadas oficinas de histórias, encontros com escritores regionais, sessões de filmes e visitas a bibliotecas. Também são feitas oficinas de confecção de livros e dramatização das histórias, assim como painéis ilustrativos. Todo o material produzido pelos alunos é exposto no final dos módulos do projeto.
O Maluquinho por Leitura acontece às quintas-feiras à noite (para alunos do turno noturno) e aos sábados (para alunos do turno vespertino), no espaço da Escola Estadual Amélia Amado. As oficinas são formadas por cerca de 30 alunos, e as atividades duram dois meses. Há grande procura pelo projeto, reflexo da integração entre o trabalho dos bandeirantes e a comunidade. |