Por Joice Denne
“Do ‘pouco’ que fazemos para um mundo melhor, temos uma multidão que também pensa igual. Só que estão espalhados no planeta.” É com esse pensamento que a coordenadora técnica da Federação de Bandeirantes do Brasil - Pará, Jaíra Ataíde, transmite aos membros da Instituição o agradecimento e a experiência adquirida pelos Bandeirantes nesta edição do Fórum Social Mundial. O evento terminou no último dia 1 de fevereiro, e teve 5808 associações envolvidas. Quase 1000 mil pessoas foram atendidas nele só pelo Movimento Bandeirante.
Da sede mundial do evento em 2009, Belém do Pará, os Bandeirantes contam as surpresas de alcance das suas ações. Acanhados ao falar delas, o Movimento parecia ser localizado apenas nos bairros do Tapanã, Guamá e Terra Firme, em Belém. “Depois do Fórum, as fronteiras são bem maiores do que as pensadas anteriormente pelos Bandeirantes”, afirma Jaíra.
- Nestes 35 anos que participo do MB, em alguns momentos cheguei a imaginar que éramos poucas pessoas remando contra a maré. Talvez até solitários. Mas graças a Deus, estamos pulverizados. E exatamente por estarmos pulverizados, nossos impactos são discretos. Porém, senti que nosso 'Servir' está inserido no planeta, vibra a coordenadora.
Assim como outros movimentos mundiais que marcaram presença no Fórum, e mesmo com modesto número de representantes participando da atividade, os Bandeirantes responderam (à altura) ao lema da organização do evento, "Um outro mundo é possível", e mostraram o objetivo do Bandeirantismo. Orgulhoso, o grupo tratou de destacar o que fazem no planeta e estampou em suas camisetas a impressão que antes pareciam estar inibidos em assumir, "juntos construímos um outro mundo".
A Bandeirante Thaís Cardias, de 19 anos, afirma que, com o final do evento, tudo precisa ser repassado para os que não puderam atuar diretamente nas ações e é esse mais um passo da missão. “Passar esse conhecimento para os membros que não participaram, é mais uma forma de continuar ativos. Isso também é o que as pessoas que vieram de fora vão fazer", dispara a Guia Auxiliar belenense.
Foram dezenas de fuxicos costurados à mão para encapar a poltrona de garrafa pet feita no Projeto Bandeirante de Reciclagem. Momentos para escolher receitas alternativas para o Cultura da Paz. Carregar banners, caixas de som, pintar, colar, montar escala de turno de trabalho no stand, comprar material e aquecer a Sede dos Bandeirantes no Pará nas duas semanas que antecederam o Fórum. “Foi um trabalho diário aproveitado pelo Movimento para fazer o Fórum Social Mundial ser um grande sucesso”, afirmam os oficineiros dos projetos realizados no evento.
Depois de muito trabalho, a Bandeirante Lìgia Araújo garante, "sempre há possibilidade de mudar mais um pouco. Agora espero pelo próximo Fórum, mas enquanto isso, tem muito trabalho por aqui.”.